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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cinco estratégias de marketing para social commerce

Em tempos de mídias sociais, é cada vez maior o número de empresas que buscam a alternativa do social commerce como ferramenta de divulgação de seus produtos e serviços, além de ser um canal de interação real com o público. Vejamos, portanto, algumas estratégias de marketing para o social commerce, adaptadas de um artigo exclusivo do blog do e-commerce.



Estratégia 1 – Entenda Por que as pessoas usam as mídias sociais

As principais razões que estimulam as pessoas a usarem as redes sociais são para passar o tempo e se divertir. Por esta razão, as empresas devem concentrar a maior parte de seus esforços na utilização do entretenimento para construir sua carteira de clientes e fidelizá-los. Vale também aproveitar os usuários que usam as mídias sociais para se comunicar ou se expressar e construir uma comunidade online para manter conversa e promover o engajamento cliente x marca.

Estratégia 2 – Construir relacionamentos com influenciadores

São essas pessoas com  quem você deve concentrar a maioria de seus esforços para construir relacionamentos.  Também não há razão para limitar o diálogo e debates nas mídias sociais. Influenciadores são internautas com presença constante na web (donos de blogs, criadores de fan pages e twitteiros) e possuem muitos endereços de e-mail listados em seus blogs para que você possa contatá-los diretamente, e uma vez que você construiu relacionamentos com eles, receber atenção nas redes sociais é relativamente fácil.

Estratégia 3 – Compartilhe e seja compartilhado



A probabilidade de que alguns internautas compartilhem as páginas de produtos do seu e-commerce é relativamente baixa. Eles são muito mais propensos a compartilhar posts divertidos e interessantes, vídeos e imagens virais. Partindo deste ponto, tenha sempre como premissa de que as mídias sociais não devem ser pensadas como um canal de vendas para obtenção plena de lucro. É preciso ter os pés no chão, ir com calma e investir muito mais em um “primeiro contato” como forma de reter o público-alvo.

Mas então, o que pode ser compartilhado em minhas redes sociais?

- Informação nova é sempre interessante, surpreendente e original, principalmente se estiver atrelada à tecnologia, comportamento e principais tendências;
- Qualquer coisa que faça as pessoas rirem (use o bom senso!);
- Belas imagens (imagens que reflitam motivação e inspiração);
- Mensagens que reforcem uma visão de mundo (às vezes isso significa o seu posicionamento enquanto empresa, portanto, pondere nas palavras e lembre-se que tudo o que você disser “pode ser usado contra você”!);
- Conteúdo objetivo e sem excessos (nada de textos longos, excesso de informações e imagens).

Estratégia 4 – Vá onde o público está

A primeira pergunta que os profissionais de marketing on-line devem fazer é onde está sua comunidade, seu público-alvo. Não importa qual o seu negócio/setor, sempre há um lugar on-line onde uma conversa está acontecendo sobre esse assunto. Seu primeiro trabalho é encontrar essa comunidade, seguir esse foco e monitorar os assuntos relevantes ao seu negócio e à sua empresa.
Pode ser um grupo de discussão no Facebook, no Twitter ou nos blogs; o importante é que você esteja nos bastidores de todos os “burburinhos”, seguindo as Hashtags que trazem os assuntos do momento e mantendo-se antenado nessa movimentação virtual.  

Estratégia 5 – Transforme seu perfil em um caso de sucesso

Os internautas não usam as redes sociais para interagir com sua empresa, eles buscam essas redes para interagir com seus amigos. Dessa forma, não basta somente ter um perfil no Facebook ou Twitter e fazer propagandas nessas redes, você precisa postar conteúdo interessante.
Atente-se para o fato de que as pessoas compartilham entre si aquilo que gostam, que “curtem”, e nessa onda de compartilhamentos seu post pode se tornar um viral. É nesse ponto que sua marca deve trabalhar, criando postagens interessantes e gerando engajamento dentro das mídias sociais.
Só assim aquele seu post será curtido por um internauta, que compartilhará para um amigo, que compartilhará para outros usuários da rede e assim sua página poderá despertar interesse.

Pense nessas estratégias. Estar nas redes sociais requer muita análise e dedicação. É como a receita de um bolo, onde cada ingrediente deve ser acrescentado na medida e no momento oportuno. Lembre-se que o marketing digital é multicanal, e as possibilidades de sucesso são inúmeras. Cabe a sua empresa optar ou não pelas estratégias corretas.


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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Entrevista com Deborah Asencio, Digital Planner da Francal



De um lado, uma das maiores Feiras anuais de negócios do mundo. Mais de 1000 expositores e mais de 59 mil profissionais do setor. Estamos falando da Francal – Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios – há 45 anos no mercado e pertencente ao Grupo Francal Feiras, que também “não resistiu” e está presente nas Mídias Sociais, deixando claro ao público sua estratégia de Marketing Digital  e seu posicionamento assertivo no relacionamento com os profissionais do setor calçadista do Brasil.

De outro, a Digital Planner da Francal, Déborah Asencio, a profissional que define o Planejamento e as Estratégias de toda a comunicação Digital da Feira. 

E nós conferimos essa estratégia de perto! Confira, em primeira mão, a entrevista com quem entende do assunto e veja as dicas que a Déborah deu para as estratégias de Marketing Digital nas Mídias Sociais:

Blog GedWork - Quando a Francal – Feira Internacional de Calçados e Acessórios- decidiu entrar no universo das mídias sociais e o que motivou a Feira a entrar nesse ambiente?

Deborah Asencio - Não dá mais para não considerar o fenômeno das mídias sociais no planejamento estratégico digital de uma marca ou de uma empresa. Os números mostram isso. Pesquisas revelam o quanto o brasileiro é apaixonado pelas Redes Sociais. Já somos o 2º país que mais acessa Facebook e Twitter, só perdendo para os Estados Unidos. Além disso, o mobile cresce avassaladoramente, fechando o 1º semestre de 2012 com cerca de 260 milhões de celulares ativos. Os números mostram uma tendência ao crescimento com a inclusão digital da classe C e com o aumento de renda das gerações X e Y.
Mais do que os números, o comportamento das pessoas revela: o consumidor mudou. Seu comportamento de compra, sua forma de relacionamento, sua percepção das marcas e das empresas determinaram o surgimento do novo consumidor: o “prosumer”, como costumamos chamar o consumidor digital, o consumidor 2.0. 
A relação antes era das marcas para os consumidores. Esta relação mudou. Houve uma mudança no vetor de marketing. Agora é dos consumidores para as marcas. O consumidor hoje é consumidor e é também mídia ao mesmo tempo. Hoje o boca a boca é digital. E as redes sociais só vieram amplificar este boca a boca.
Além da Feira Francal, há 45 anos no mercado, todas as outras feiras do Grupo Francal Feiras estão nas redes sociais: Expomusic, NaturalTech, Bio Brazil Fair, PneuShow, Expobor, Expo Parques Festas, Natalshow, Abrin, Office PaperBrasil Escolar, Lighting Week BR, Expolazer  e até o Francal Cidadania e o Prêmio Francal Top de Estilismo.


Blog GedWork - Qual estratégia a Francal utilizou para se alavancar nas mídias sociais?

Deborah Asencio - Seeding, no primeiro momento para criar a comunidade propriamente dita. Algumas Feiras como a Francal e a Expomusic têm um público mais digital, mais conectado e respondem mais rápida e energeticamente. Outros públicos ainda não estão no digital e começam agora a acordar para esta necessidade. Assim algumas comunidades respondem mais. É natural.
O objetivo é atuar ativamente no Marketing Digital, fazer a integração 360˚ da Comunicação,  fazer negócios, prestar serviços, fortalecer o branding Francal Feiras e de suas feiras individualmente.


Blog GedWork - É notório o sucesso das redes sociais da Francal entre os profissionais do universo calçadista. Quais os principais benefícios que a Feira acredita ter conquistado com seus perfis sociais? As expectativas que a Feira tinha foram alcançadas ao ingressar na web 2.0?

Deborah Asencio - Ter uma relação mais direta e verdadeira com o mercado, com os “fãs”. “Sondar” desejos e necessidades. Priorizar o relacionamento sempre para nortear nossas estratégias. Mapear seguidores e assim saber melhor o que eles estão pensando e como eles estão vendo. Pesquisa digital, com respostas mais transparentes, imediatas e sem custo.
Trabalhar o branding, a imagem, o conceito de marca e a sedimentação das marcas de cada Feira da Francal.


Blog GedWork - É importante que as empresas migrem para as mídias sociais hoje em dia para alavancarem sua imagem e construírem seu público?
 Isso tem sido uma tendência crescente entre as empresas, mas muitas, erroneamente só enxergam nessas redes a possibilidade de ganhar dinheiro. 
A presença nas mídias sociais agrega valor intangível às empresas (Branding), desde que se construa uma relação benéfica com o público?

Deborah Asencio - Costumo dizer que rede social não é tecnologia: é gente querendo se relacionar. Se você não gosta de gente não tem de entrar nas redes sociais. Se você não tem uma equipe que possa dialogar com total segurança, se a empresa não está madura o suficiente para se relacionar como gente grande, não entre nas redes sociais.
O ganho em construção e solidificação de marca nas redes sociais é enorme. Assim como o contrário também: o estrago pode ser astronômico. 
É preciso maturidade de relacionamento e total transparência para trocar com o consumidor. Mesmo porque o novo consumidor já adquiriu esta maturidade para interagir com as marcas. 
Cabe às marcas também amadurecerem. Esta é uma via de duas mãos. Antes do digital não era assim: era das marcas para os consumidores, que aceitavam passivos tudo o que as marcas diziam por meio da propaganda. A bola da vez é o consumidor. Não vendemos mais. Este conceito também mudou. Hoje ajudamos o consumidor a comprar.


Blog GedWork - Quais cuidados são imprescindíveis ter ao administrar as redes sociais de uma empresa como canal de relacionamento com o cliente?

Deborah Asencio - Evitar a arrogância e a prepotência típicas das marcas: “a marca é minha eu sei mais do que qualquer um”.
Se a empresa ou marca quer se relacionar tem de se despir deste sentimento. Porque se relacionar é ver o outro, entender o outro, saber de suas necessidades, trocar. Se a empresa acha que sabe tudo, ela não precisa estar nas redes sociais.
Crises são certas, elas vão pintar. Mas quando aparecerem o ideal é lidar com sinceridade e maturidade e não tentar mascarar nada. O consumidor percebe quando está sendo manipulado. Tratar com leveza e saber administrar a crise é o segredo.
Espontaneidade e otimismo de forma séria, visando o crescimento e o compartilhamento real da informação. Hoje informação é commodity. O que fazer com ela é o grande diferencial.


Blog GedWork - Para as empresas que estudam ingressar nessas mídias, quais dicas você daria?

Deborah Asencio

• Transparência sempre. Redes sociais são, antes de tudo, pessoas conectadas com um objetivo comum. Pessoas que buscam relacionamento nas redes sociais. Se você não quer se relacionar, não entre nas redes sociais.
• Monitorar, monitorar, monitorar. Costumamos brincar que este é o mantra. Monitorar sempre. Como dizia o poeta: "Para sempre e mais um dia". 
• Ficar atendo aos insights que os seguidores nos dão. Eles sempre sinalizam. Cabe a você estar atento, ter sensibilidade e agir dentro de sua estratégia.
• Fellini costumava dizer: quando for filmar, deixe sempre a porta do set aberta.Ter uma estratégia em mente, colocá-la em execução, mas sempre deixar a “porta do set aberta”, pois o relacionamento com os seguidores revela possibilidades que muitas vezes escapam aos nossos olhos. Eles sempre nos surpreendem. Vale a pena estarmos antenados para percebermos o que eles nos dizem nas entrelinhas digitais.


Descreva um pouco do seu trabalho como Digital Planner da Francal e os principais desafios a serem enfrentados nesse ramo. 

Deborah Asencio - Grande parte de minha vida profissional foi dirigida ao trabalho de criação propriamente dito. Trabalhar em criação implica planejamento estratégico em mente, o tempo todo, aliado à soluções criativas. Depois fui trabalhar no marketing “convencional”, se é que ainda podemos dizer isso, já que hoje não existe mais esta separação. Hoje é o marketing 360˚, o marketing global que trabalhamos em nossas estratégias.
Antever soluções e caminhos do mercado. Perceber o consumidor antes de todo mundo. O que é o planejamento digital? É muita intuição, criatividade e transpiração para colocar tudo isso em prática. 
Como o mestre do planejamento Júlio Ribeiro diz em seu livro: “É preciso olhar o planejamento com sensibilidade para achar os problemas e as soluções dos clientes. Intuição é a parte mágica do planejamento e essa mágica pode estar em qualquer lugar.”
Buscar esta magia sempre. É isso o que encanta no trabalho estratégico de planejamento. Eu disse mágica! E não truque...Uma sutileza, uma questão semântica, você diria, mas que faz toda a diferença.


Créditos e Agradecimentos: Deborah Asencio - Digital Planner Francal Feiras / Grupo Francal Feiras 



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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Executivos aprovam o uso de redes sociais nas empresas



Após nossa enquete realizada há alguns dias, surge uma nova pesquisa entre os executivos do Brasil que comprova a opinião quase que geral nas votações: um total de 55% dos executivos brasileiros são a favor do acesso à redes sociais no ambiente corporativo. 

A informação é de um estudo da Gentis Panel, que verificou como a ferramentas interfere nos negócios das empresas e no trabalho dos funcionários. Cerca de 29% dos profissionais não concordam com o uso das redes sociais durante o expediente e 15% estão indecisos sobre o assunto.

Entre as justificativas para se permitir o acesso a sites como Facebook, LinkedIn eTwitter no ambiente de trabalho está a crença de que ocorre uma melhora no network da empresa, o que possibilita a geração de novos negócios, segundo 80% dos entrevistados. Para 43% dos pesquisados, navegar nas redes sociais pode ajudar a aliviar o stress do dia a dia, mantendo o profissional em contato com amigos e parentes. Já 56% dos participantes acreditam que o uso das ferramentas facilita a comunicação e a socialização entre os funcionários.

Dispersão no trabalho é ponto contra




Entre os pesquisados que são contra as mídias sociais durante o expediente, 94% apontam que os colaboradores não seriam capaz de separar a vida profissional de assuntos pessoais. Outros 30% acreditam que os sites não proporcionam informações relevantes para o trabalho, enquanto 26% afirmam que as redes sociais expõem inadequadamente a vida pessoal dos funcionários.

O levantamento indica ainda que 63% das empresas possuem um regulamento sobre o acesso aos sites no ambiente de trabalho, contra 26% que negam a existência de algum código que regule a navegação nas redes sociais. Os departamentos de Marketing, Comunicação e Produto são apontados como os que mais navegação nos sites (57%), seguidos por Tecnologia da Informação (54%) e Atendimento ao Cliente e Suporte (49%).

E você, Gestor ou Diretor de sua empresa, deixa livre o acesso às redes sociais ou prefere se manter na vanguarda, prezando pelo controle e por uma gestão de pessoas menos flexível?

É preciso deixar claro ao colaborador quais os seus deveres e direitos, motivando-o a desenvolver as atividades sem a sensação de obrigação. Ser flexível pode influenciar no bom desempenho do seu colaborador, fazendo com ele se sinta motivado e satisfeito com as políticas da empresa. Pense nisso!

Confira nossa enquete, clique aqui 



Fonte: Mundo do Marketing



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terça-feira, 12 de junho de 2012

Redes sociais e SAC

"A internet mudou completamente a forma como clientes e empresas se relacionam.
Enquanto a interação no SAC ainda é unidirecional, as redes sociais deram poder aos usuários."



O problema de Allan Panossian, 26, começou em 3 de setembro do ano passado. O empresário comprou um Motorola Xoom no site do Magazine Luiza e, após cinco dias, recebeu o produto com o lacre violado. Resolveu trocar o aparelho e, depois de 19 dias, ainda não tinha conseguido. Panossian pôs a boca nas redes sociais: criou um blog e uma conta no Twitter para divulgar sua história.

Em menos de nove horas, um motoboy entregou um Xoom com 3G (ele havia comprado uma versão mais barata, sem a tecnologia) na sua casa - a equipe de monitoramento de redes sociais do Magazine Luiza identificou seu caso e solucionou a questão. “Fiz o blog porque não sabia mais o que fazer. Já tinha tentado todos os canais”, diz.

Panossian é um exemplo de algo cada vez mais comum: clientes que usam a internet para reclamar de falhas de empresas são atendidos mais prontamente.

“Quando só existiam os canais tradicionais de SAC (serviço de atendimento ao consumidor), muitos casos não eram resolvidos”, diz Elizangela Grigoletti, 33, gerente de inteligência e marketing da Miti, empresa que faz monitoramento de redes sociais. “As empresas agem mais rapidamente, porque acabam expostas. E o consumidor explora essa oportunidade.”

“Aconselhamos a empresa a tratar o usuário das redes sociais com maior urgência”, diz Alessandro Barbosa Lima, 40, executivo-chefe da E.life, outra empresa de monitoramento. “Quando procura as redes sociais, a pessoa já está descrente. Não dá para ter o mesmo atendimento.” Barbosa diz que os SACs eram vistos sem relevância pelas empresas, algo obrigatório por causa das leis do consumidor. “Hoje são tão importantes quanto a área de marketing. Em cinco anos, as redes sociais vão ultrapassar o atendimento do 0800.”

Para o especialista em redes Augusto de Franco, 61, aumentou a capacidade de controle e fiscalização das pessoas porque agora elas têm liberdade e instrumentos. “As empresas não querem que a reputação da marca seja comprometida.”





Transparência e Rapidez

A internet mudou completamente a forma como clientes e empresas se relacionam.
Enquanto a interação no SAC ainda é unidirecional, as redes sociais deram poder aos usuários. “Antes você reclamava para seus amigos e nada acontecia. Nas redes sociais você escancara essa situação”, afirma Renato Shirakashi, cofundador da Scup, empresa de monitoramento de redes sociais.

Shirakashi fala em “tirania da transparência”, uma nova realidade para as empresas se adaptarem. “Você é obrigado a ser transparente, a ser rápido e a se comunicar de uma forma não corporativa com o cliente. As empresas não têm mais escolha. É mais fácil para o cliente e dá mais resultado.”

Juliana Rios, superintendente do SAC do Santander, concorda. “Não existe mais a opção de não estar nas redes sociais. O efeito avassalador atinge todo mundo.” Ela diz que a expectativa de resposta é totalmente diferente nesse novo SAC: “A própria rede não permite responder no dia seguinte”.

No Santander, há três metas: protestos que chegam via Twitter têm de ser atendidos em até duas horas; via Facebook, em 24 horas; via telefone, em até cinco dias úteis. Outras empresas trabalham com prazos similares.


Discriminação

Para órgãos de defesa do consumidor, o tempo de resposta deveria ser um só. “Qualquer tentativa da empresa de facilitar o contato é uma alternativa válida, mas isso não pode virar uma forma de discriminação para um tipo de público”, diz a gerente de relacionamento do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Karina Alfano.

“As empresas dão prioridade para esse canal de comunicação, porque a marca está sendo exposta de forma negativa. Um canal telefônico deveria ter o mesmo atendimento de um on-line”, avalia a gerente do Idec.Para o instituto, trata-se de uma estratégia de marketing, e não de uma real preocupação com o consumidor.




Assim como Santander, Magazine Luiza e outras empresas, a Whirlpool, das marcas Brastemp e Consul, também tem um núcleo para monitorar redes sociais.

“Quando vem uma menção negativa (nas redes), nossa primeira missão é entrar em contato e resolver o problema do cliente”, diz a diretora de marketing da empresa para a América Latina, Cláudia Sender. “Nosso prazo de resposta é no mesmo dia, mas o ideal é responder aos clientes em, no máximo, uma hora.”

Ela afirma que as mídias sociais vão ser um dos grandes canais de comunicação com o cliente. “Os meios tradicionais ainda são fortes, mas precisamos pensar no futuro. O consumidor não quer mais comunicação unilateral com a empresa.”

Assim sendo, é importante que as empresas atuais invistam no chamado SAC 2.0, criando uma relação transparente com seus clientes e sendo honesta nas redes sociais; mas também é preciso que a ênfase seja dada igualmente aos outros canais de atendimento, como o telefônico, por exemplo. 


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terça-feira, 8 de maio de 2012

Prepare sua empresa para as redes sociais




Em meio a tanto entusiasmo com redes sociais, a metade descrente pode ser até confundida com pessimistas de plantão. Não é verdade. Em recente entrevista à revista HSM Management, o maior de todos os gurus de gestão, Philip Kotler, explica o papel destas novas relações. “Ela exacerbou a disponibilidade e a velocidade de transmissão de notícias tanto para o bem como para o mal.” Para ele, está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre a companhia.
Há lições a aprender sobre isso. As redes sociais não chegam a ser a mais completa novidade. Elas estão aí há pelo menos três anos, no caso das mais novas como o Twitter. Outras são ainda mais antigas. O boom do Orkut no Brasil ocorreu entre 2004 e 2005. Por isso, se uma  empresa acha que vai encontrar usuários despreparados, pode rever seus planos. Novatas nessa história são as empresas.
Mas sempre há como aprender. Cases de falta de traquejo com mídias sociais são, muitas vezes, melhores para assimilar conhecimento sobre essas mídias do que aquela “rasgação de seda” dos sucessos consagrados, que sempre focam no sucesso e esquecem de revelar os pontos fracos a serem trabalhados. Acompanhe cinco deles, e esteja preparado para agir assertivamente dentro das redes sociais.

Falou, está falado

Em agosto de 2009, o Senador Aloizio Mercadante (PT-SP) anunciou no perfil que mantém no Twitter que deixaria a liderança do partido se as acusações contra o presidente do Senado José Sarney fossem arquivadas. Era uma decisão em “caráter irrevogável”, publicou. No dia seguinte, ele recuou. O intervalo entre a atitude enfática e o refugo seriam perdidos em um telejornal ou um noticiário impresso. Mas, na rede, as parabenizações se transformaram em críticas. Em poucas horas, o tal “caráter irrevogável” virou piada. Durante um dia todo, foi o segundo assunto mais comentado nesse site q tem 50 milhões de usuários no mundo e cerca de 200 mil no Brasil.
Portanto, tome cuidado com o que você posta no ambiente virtual da sua empresa. Assuntos espalham nas mídias sociais como agulha no palheiro, à uma velocidade incontrolável. Se você pecar nas publicações vai ser difícil corrigir um boca-a-boca negativo.



Não é TV

A apresentadora Xuxa Meneghel foi outra que descobriu da pior forma o que é boca a boca no Twitter. Também em agosto de 2009 a celebridade da TV criou um perfil para divulgar seu trabalho diário. Mas erros de português dela e de sua filha Sasha foram duramente criticados pelos usuários. Xuxa reagiu com um palavrão e disse que a filha tinha sido educada em inglês, por isso a gramática falha. Foi o motivo para uma enxurrada de mensagens ofensivas que a fizeram abandonar o site.  
Tenha uma linguagem formal, e, se necessário, faça algumas adaptações, como por exemplo na conversa com um adolescente, que tende a ser mais informal e cheia de "gírias". Mas não exagere na informalidade. Pondere suas palavras!

É a comunidade que te vigia

Em 2006, o supermercado Wal-Mart foi flagrado alterando o próprio verbete na Wikipédia. Qualquer um pode modificar os textos na enciclopédia online, mas existem regras e controle para isso. Os usuários do site alertaram para a quebra da iserção nos textos e o assunto foi parar nos jornais, virando o primeiro caso famoso de falta de ética em redes sociais.
Quanto mais seguidores das suas páginas nas redes sociais, mais pessoas vigiando a sua marca existem! Suas publicações são como um céu aberto que todos podem ver.

O meio é independente

Novamente o Wal-Mart. Ainda em 2006, um site chamado Walmarting Across America contava a história de dois fãs do varejista que viajavam pelos EUA e paravam nas lojas da rede onde conversavam com funcionários e clientes para mostrar como o Wal-Mart era maravilhoso. Mas era tudo mentira: os dois eram contratados. A descoberta teve mais repercussão do que a propaganda. Outra que entrou nessa foi a Warner Music. Ao tentar divulgar uma banda com blogueiros, a empresa esqueceu-se de perguntar se eles gostavam da música. Resultado: você conhece a banda The Secret Machines? No Brasil, a Nike teve problema semelhante ao tentar promover o jogador Ronaldo em blogs.

Educar é preciso

Um funcionário do time de futebol americano Philadelphia Eagles foi demitido porque criticou a venda de um jogador ao rival. No Facebook, ele chamou os dirigentes de idiotas. Na Suíça, uma funcionária foi mandada embora após abandonar o emprego se queixando de dores de cabeça e ser flagrada em casa usando o iPhone em redes sociais. Outro funcionário da Fedex foi despedido porque falou mal da cidade onde a empresa está sediada no Twitter. Funcionários que sabem lidar com tecnologia nova deveriam ser demitidos ou educados para gerar valor em algo que nem a empresa sabe usar? Pense sobre isto. Atente-se também para as possíveis críticas que vocês faz nas redes sociais, para quê sua empresa está usando as mesmas e filtre tudo o que for postar, antes de publicar.



Assimile e aprenda com o ódio

A ótima história é contata no blog A Quinta Onda, do líder de marketing e comunicação da IBM Brasil, Mauro Segura. A diretoria de uma empresa descobriu uma comunidade no Orkut chamada “Eu odeio o banheiro da XYZ” (os nomes são omitidos). A primeira reação foi achar o autor do despautério para demiti-lo. Até a área de TI foi envolvida para rastrear a pessoa que ousou criticar um banheiro da empresa. Após os ânimos se acalmarem, a diretoria resolveu verificar. O local era usado por 150 funcionários de um andar e era realmente uma imundice. A demissão foi trocada por uma reforma total. No final das obras, a comunidade sumiu.
Faltou mostrar um dado sobre o estudo da Russell Herder. Mais da metade dos pesquisados (51%) dizem que tem medo de usar redes sociais por puro desconhecimento. Provavelmente, eles nunca pesquisaram sobre esses péssimos cases na internet.
Então, monitore o que as pessoas estão falando da sua empresa, até mesmo possíveis menções de seus próprios colaboradores. Procure identificar seus pontos fracos e melhorá-los através de críticas ou pesquisas junto a seus clientes internos e externos.
O ambiente de social media deve ser trabalhado com dedicação e cautela, prestando-se atenção em todos os comentários positivos e negativos da sua empresa, a fim de que você melhore a interação neste ambiente e reduza as possibilidades de erro e, conseqüentemente, má fama.




(Fonte: blogdoecommerce.com.br, com adaptações)


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